sexta-feira, 17 de julho de 2015

Entendendo o Motor Bedini: como funciona e por que estudar esse sistema?

O Motor Bedini é um dos projetos mais interessantes para quem gosta de eletrônica, motores, eletromagnetismo e recuperação de baterias.

O sistema chama atenção principalmente pela forma como utiliza uma bobina, transistores e pulsos de alta tensão para transferir energia para uma segunda bateria.

Um dos circuitos mais conhecidos relacionados ao trabalho de John Bedini é o SSG (School Girl Motor), um modelo relativamente simples que permite estudar na prática alguns desses fenômenos.

Mas afinal, como funciona um Motor Bedini? De onde aparecem os pulsos de alta tensão? E o que realmente acontece quando uma bateria é carregada pelo sistema?

Minha Réplica Simplificada Mais Recente



O que é o Motor Bedini?

De forma simplificada, o Motor Bedini é um sistema formado por um motor eletromagnético associado a um circuito eletrônico de comutação e recuperação de energia.

Em um modelo típico, uma bateria de entrada alimenta a bobina. Quando o rotor gira e o circuito eletrônico detecta a posição adequada, o transistor conduz corrente pela bobina, criando rapidamente um campo magnético.

Quando essa corrente é interrompida, o campo magnético da bobina entra em colapso.

É justamente nesse momento que aparece um pulso de tensão elevado.

Esse pulso pode atingir uma tensão muito superior à tensão da bateria de alimentação, dependendo da construção da bobina, do circuito e das condições de operação.


De onde vêm os mais de 100 volts?

Essa é uma das partes mais interessantes para quem começa a estudar o Motor Bedini.

Uma bobina possui indutância e não permite que a corrente simplesmente desapareça instantaneamente.

Quando o transistor interrompe a corrente que estava passando pela bobina, o campo magnético armazenado ao redor dela entra em colapso. Esse processo produz uma tensão elevada nos terminais da bobina.

Por isso, é possível medir um pulso de tensão muito maior que os 12 V da bateria de entrada.

Em determinados circuitos, esses pulsos podem ultrapassar 100 volts e até produzir uma faísca ou acionar uma lâmpada neon utilizada como elemento de proteção/indicação.

Isso, porém, não significa que o sistema esteja criando energia do nada.

O que torna o experimento interessante é estudar como a energia armazenada no campo magnético da bobina é recuperada durante o desligamento da corrente.


A bateria secundária

No sistema Bedini existem normalmente duas funções diferentes:

Bateria primária ou de entrada: fornece energia para o circuito e para a bobina.

Bateria secundária ou de carga: recebe os pulsos provenientes do circuito.

O objetivo do sistema é utilizar uma pequena quantidade de corrente para magnetizar a bobina e, durante a interrupção dessa corrente, aproveitar o comportamento indutivo da bobina para produzir os pulsos que são direcionados à bateria secundária.

É justamente essa transferência de energia em pulsos que torna o experimento tão interessante.


O teste de John Bedini

John Bedini publicou relatos de experimentos em que uma bateria primária era utilizada para carregar várias baterias secundárias.

Um dos testes divulgados apresenta três baterias de gel de chumbo-ácido de 12 V e 450 mA ligadas em paralelo.

Segundo o relato, as baterias secundárias foram inicialmente descarregadas até aproximadamente 10 V e depois carregadas utilizando uma única bateria primária.

No primeiro teste, a bateria primária estava em aproximadamente 12,5 V e as três baterias secundárias chegaram a 14 V.

Depois disso, as baterias secundárias foram novamente descarregadas e o teste foi repetido com a bateria primária apresentando tensões cada vez menores.

O relato descreve quatro etapas de teste e termina com a afirmação de que 12 baterias secundárias foram carregadas utilizando uma única bateria primária.

Esse tipo de relato é uma das razões pelas quais o Motor Bedini despertou tanto interesse entre experimentadores de eletrônica.

Mas existe uma pergunta importante:

o que exatamente estava acontecendo nesse experimento?

Quais eram as condições reais das baterias? Quanto de energia havia sido retirado delas antes de cada teste? Qual era a eficiência do circuito? Quanto tempo as baterias permaneceram carregadas depois?

Essas perguntas são importantes porque simplesmente observar a tensão de uma bateria chegar a 14 V não é suficiente para determinar quanta energia ela realmente recebeu.

Por isso, reproduzir os experimentos e medir corretamente tensão, corrente, tempo e energia é muito mais interessante do que simplesmente aceitar ou rejeitar o funcionamento do sistema.


Afinal, o Motor Bedini funciona?

Essa é provavelmente a pergunta que mais aparece quando alguém começa a pesquisar sobre o assunto.

O circuito eletromagnético funciona e os pulsos de alta tensão produzidos pela interrupção da corrente na bobina podem ser medidos.

A questão mais controversa é qual é a eficiência real do sistema e como interpretar a energia transferida para a bateria secundária.

Um experimento sério precisa considerar a energia consumida pela bateria primária, a energia efetivamente entregue à bateria secundária, as perdas no circuito, o comportamento das baterias e o tempo necessário para a carga.

É justamente aí que o Motor Bedini se torna um excelente projeto experimental.

Em vez de simplesmente perguntar se ele é “energia livre” ou se é “apenas um carregador”, podemos construir o circuito e fazer nossas próprias medições.


Por que estudar o Motor Bedini?

Mesmo deixando de lado as afirmações mais controversas que surgiram ao longo dos anos, o projeto reúne vários assuntos interessantes de eletrônica:

  • eletromagnetismo;

  • indutância;

  • transistores;

  • pulsos de alta tensão;

  • motores elétricos;

  • carregamento de baterias;

  • recuperação de energia armazenada em campos magnéticos;

  • medição de tensão e corrente;

  • eficiência energética.

Por isso, o Motor Bedini continua sendo um projeto interessante para quem gosta de aprender eletrônica na prática.

E a melhor maneira de entender o sistema não é apenas assistir a vídeos ou ler relatos antigos.

É montar, medir e testar.


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Um relato curioso de John Bedini

Ssg é um modelo basico para vc entender o processo.
É um carregador de carga bem lenta, que consome pouca energia, muito menos que um carregador comum.

Como ele carrega? De onde vem os 100volts?

        A energia que carrega a bateria secundária não vem da bateria primaria.  A energia da bateria primaria deve ser minima, somente para induzir rapidamente o campo magnetico na bobina. O efeito Radiante acontece ao desligar a corrente da bateria primaria. Nessa hora que o transistor fecha a corrente da primaria, ocorre na bobina um pico alto de tensão, maior que 100volts, que acende o neon,  e essa energia é a responsavel por carregar a bateria secundária.


          Jonh Bedini afirma em seu site que conseguiu a proeza de carregar 12 baterias com uma unica bateria primaria. Veja vc mesmo o relato no final dessa pagina: (em ingles)

http://johnbedini.net/john34/bedinibearden.html

Pra quem prefere uma tradução:

TESTE DE BATERIA DO BEDINI MOTOR
 DATA: 13 de outubro de 2000

  BATERIAS:Uma bateria de gel de chumbo-ácido (12 volts, 450 miliamperes) totalmente carregada em 12.5 volts está sendo utilizada como bateria primaria ou de entrada. (Será usada para carregar as secundárias)

  Três (3) baterias (secundarias) de gel de chumbo-ácido (12 volts, 450 miliamperes) conectadas em paralelo estãrão sendo carregadas. As baterias estão descarregadas para 10 volts para os fins de teste. 

Teste # 1 começa às 10h45 utilizando bateria principal totalmente carregada em 12.5 volts carregando três baterias (3) secundárias . As baterias de carga alcançam os 14 volts em 11:20. (Ou seja, carregou completamente 3 baterias em 35 min)As baterias secundarias são então descarregadas novamente até 10 volts  para dar inicio ao Teste # 2. 

Teste # 2 começa às 11:25, utilizando a bateria primaria que agora está em 11,5 volts. As três baterias (3) são novamente carregadas até 14 volts em 12:50.As baterias secundarias são então descarregados até 10 volts  para preparar para o Teste nº 3. 

Teste # 3 começa na 1:00 utilizando bateria primaria que agora está com 10,5 volts. As baterias são novamente carregadas até 14 volts em 13:40.As baterias de carga ou secundárias são descarregadas para 10 volts para se preparar para oTeste # 4.

 Teste # 4 começa na 2:05 utilizando bateria primaria que agora está em 9,5 volts. As baterias de carga alcançam os13 volts em 14:40. A bateria principal agora está descarregada em 9 volts  e incapaz de executar novos testes.

 RESULTADO  DO TESTE:FORAM CARREGADAS 12 baterias de chumbo-ácido celulares gel (12 volts, 450 mA cada) COM UMA BATERIA PRIMARIA.


 Muito interessante, não acha?? Será que é tudo mentira??
Será que ele usou um Ssg, esse modelo comum? Será que essas baterias eram baterias comuns? Não sei. Precisamos desvendar isso tudo!



Funciona?

           Existe um modelo de carregador radiante que está sendo vendido atualmente por 3.200 dolares. Acha que eles estariam vendendo um dispositivo que nao serve pra nada poe 3.200 dolares? Quem iria comprar um motor bedini tamanho grande por essa grana se ele não servisse pra nada alem de um carregador comum de baterias??? É claro que existe algo especial com os carregadores radiantes!
Dê uma espiada no link abaixo:

http://www.r-charge.net/10-Pole-large-DualPolar-Magnet-Motor_p_197.html

Acha que esses caras iriam ficar perdendo tempo com coisas que não servem pra nada???


Vale a pena estudar isso tudo um pouco mais a fundo??

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